Percentual médio de utilização da capacidade instalada foi de 75%. Industriais mantêm otimismo quanto aos negócios nos próximos seis meses. A indústria brasileira desacelerou o ritmo de atividade no segundo trimestre, de acordo com a sondagem promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, o levantamento mostra que o desempenho do segundo trimestre está abaixo do registrado no primeiro.
Segundo a CNI, o percentual médio de utilização da capacidade instalada foi de 75%, 2 pontos percentuais inferior à do segundo trimestre de 2008 (antes da crise mundial).
Em uma escala em que valores acima de 50 pontos indicam crescimento, o indicador de evolução da produção em junho ficou em 51,8 pontos, revelando que atividade manteve-se praticamente estável em relação ao mês anterior. Em maio, o índice havia ficado em 54,9 pontos.
Durante os seis primeiros meses do ano, os estoques de produtos finais mantiveram-se estáveis e próximos ao planejado, com indicador em 49,2 pontos, resultado similar ao apurado em todos os seis primeiros meses de 2010 (em torno de 50 pontos).
A produção industrial continua crescendo, mas de maneira menos disseminada. Em junho, a atividade ficou praticamente estável na comparação com maio. Os indicadores de emprego permanecem com melhora, embora o aumento do número de empregados tenha se moderado.
Além disso, o uso da capacidade instalada (UCI) ficou abaixo do usual para o mês de junho. Pela mesma metodologia, o indicador ficou em 48,4 pontos no mês passado, enquanto em maio havia registrado 50,3 pontos. "O indicador mostra que a atividade industrial não está superaquecida", afirmam os responsáveis pela pesquisa.
No entanto, diz a entidade, os industriais mantêm o otimismo quanto ao panorama dos negócios nos próximos seis meses, projetando aumento de demanda, exportações e nível de emprego. "A indústria deve continuar crescendo, ainda que a um ritmo menos intenso que o do início do ano", diz comunicado da CNI.
A sondagem industrial, feita entre os dias 30 de junho e 20 de julho, ouviu 1.353 empresas.
Fonte: www.g1.com.br
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